Image Map

Ela é diferente de todas as outras

domingo, 16 de agosto de 2015 / Nenhum comentário

















O problema é que ela chegou rindo e falando bobagens. Ela foi diferente desde o oi. Ela não diz oi como todas as outras, ela diz oi e em seguida um monte de bobagens. Eu gosto do jeito que ela ri de si mesma, mas confesso que às vezes não consigo prestar atenção em nenhuma palavra. Porque o sorriso dela me rouba. O sorriso dela me rouba até dela mesma. Eu amei essa garota desde a primeira vez que a vi, mas foi pelo sorriso. Você acredita em amor a primeira vista? A resposta seria não. Agora se me perguntassem você acredita em amor ao primeiro sorriso? Ai sim a resposta seria diferente. Totalmente. Eu sou a prova viva de amor ao primeiro sorriso.

Ela tem um magnetismo que a torna tão atrativa. Me arrasta até ela mesmo sem querer. Ela tem aquela pose de durona. Tem aquele olhar gelado. E sorriso irônico. Mas quando ela desmonta é tão doce. Quando estou com ela só consigo olhar para os lábios dela. Olho pra ela enquanto ela come morango com chantilly e me diz despretensiosamente "Quer provar o gosto do morango nos meus lábios?" e é claro que eu quero. É tudo que eu mais quero. Nenhuma combinação é mais gostosa que os lábios dela com o gosto do morango. Ela sabe como me enlouquecer e mal percebe isso. Faz sem querer. Me gama sem nem ver. Que menina má. Nem tão má assim, porque eu gosto. Eu gosto desse jogo de enlouquecer. Um quarto todo branco pra me tratar da loucura nela seria totalmente agradável se ela estivesse comigo. Eu não ligo de ser louco, se isso significa ser louco por ela.

Gosto da forma que a gente faz amor. Gosto de ser íntimo dela de todas as maneiras. Gosto do jeito que ela se sente á vontade comigo e da forma que ela desfila pelo meu quarto nua. É que ela sabe o quão linda ela é, e não tem nenhum problema em espalhar sua beleza em meus olhos. Ela me morde. Me arranha. Me marca. E me diz bem baixinho como se fosse um segredo de estado "É pra mostrar pra todo mundo que você é meu", mal sabe ela que não é necessário marca nenhuma para que saibam que eu sou dela. Ta escrito em minha testa. Ta escrito no meu olhar. Ta escrito até nas coisas que nem escrevi ainda, porque sei que se eu fosse escrever seria sobre ela. Ah! Seria sim. Apenas ela.

Você precisa mais do que apenas dizer que ama

sexta-feira, 7 de agosto de 2015 / Nenhum comentário

















Você tanto falou que me amava que eu acreditei. Eu acreditei em cada palavra. Porque, puta merda, você é um bom mentiroso. Peguei minhas coisas e enfiei dentro da mala. Joguei um monte de coisas fora para caber dentro da sua vida. E fui, sem hesitar, sem medos, e sem armaduras. Fui de corpo e alma para você. Fui sem ter pra onde voltar depois. Porque meu plano era bem simples: nunca precisar voltar ou ir para qualquer lugar que não fosse com você. E naquele momento, eu sabia, só precisava de você para ser feliz.

Nada seria capaz de me ensurdecer mais do que o barulho da porta que você bateu na minha cara. Eu queria que você abrisse pra me olhar nos olhos, mas nem isso você quis. Apenas disse que não podia. Porque eu sei que se você me olhasse, você abriria a maldita porta. Eu ouvi em alto em bom som o que te impedia de abrir, era medo. Você nunca entendeu meu jeito impulsivo, sempre fingiu entender, mas no fundo você sempre teve medo dele. Eu tinha planos tão bonitos para nós dois. Nós dois em um carro em alta velocidade, sentindo a brisa gostosa, ouvindo nossa música favorita. Beijos apaixonados em baixo de uma figueira. Noites inteiras em claro matando a saudade e a necessidade que sempre sentíamos um do outro. E o medo de não dar certo abortou todos esses planos. Eu entendo, você que deu a ideia de nós dois. E eu por muito tempo achei que não fosse a melhor ideia, mas eu tinha certeza. Se você me enxergasse apenas um pouquinho, ia ver que eu tinha certeza de nós dois.

Sentei na porta de sua vida e fiquei repassando nossos momentos. Eu podia até sentir o gosto do seu beijo apaixonado, sua mão levemente me encostando mais a você. Nossas peles queimando juntas no nosso elétrico contato. Lembrei da forma que seus olhos de menino perdido ganhavam paz dentro do meu abraço. Eu gostava da felicidade que nós exalávamos juntos, era sempre assim, era só estarmos juntos que o mundo todo sumia e de repente era só nós dois. Nossas gargalhadas sincronizadas. Os olhares cúmplices. Então chorei. Chorei toda a saudade que já habitava em mim. É que com nós sempre foi assim, saudade mesmo sem estar longe. Talvez fosse porque, de fato, nunca conseguimos nos aproximar. A nossa sina eterna de Romeu e Julieta.

Juntei todas as forças que eu tinha e me levantei. Suspirei fundo, e pensei em um ditado “não adianta dar murro em ponta de faca” só pra te contradizer naquela vez que você sussurrou baixinho em meu ouvido em mais um de seus muitos rompantes de amor “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. E não é por birra que te contradigo, só acredito que meu ditado, no nosso caso, fez mais sentido. Você não mentia só para mim quando dizia que me amava. Você achava que aquilo era amor, e acreditava piamente em cada palavra sua, acho que isso que te tornava tão bom. Mas em meus míseros vinte e tantos sei que amor se prova com atitudes. Dizer que ama é muito fácil, é como dar um cheque sem fundos se você não pode provar. Se você me amasse mesmo. Você abriria aquela porta metafórica do amor para mim. Você fechou. Acabou. E eu fui. Joguei minhas coisas na primeira esquina e peguei carona com o desconhecido. Sempre fui fascinada por recomeços.

Só não diga que não valeu a pena

terça-feira, 4 de agosto de 2015 / Nenhum comentário





Doeu colocar todas suas coisas numa caixa. Doeu mais ainda fazer isso pelas suas costas. Doeu ver em seu rosto a surpresa ao ver suas coisas todas embaladas. É que você já sabia, a gente estava indo. E para onde quer que fosse íamos separados. Por isso em seu rosto a surpresa, e também, se eu não tiver imaginando, dava pra ver a dor. Não quis olhar nos seus olhos, eu sabia que se eu olhasse para eles não teria coragem de ir para qualquer lugar que não fosse com você. E eu poderia ficar, eu sei que poderia. Mas isso não mataria minha vontade de ir.

Eu sei que você vai afirmar que sou uma louca egoísta para os quatro ventos. Eu não vou dizer nenhuma palavra sobre isso. Vou deixar você me odiar. Porque eu nunca vou poder te odiar. Eu sempre vou verdadeiramente, profundamente e absolutamente amar você. Do meu jeito, mas irei. Eu vou te amar onde e com quem eu estiver. Por isso fui enquanto havia amor. Eu interrompi um trem em plena velocidade, pois sabia que ele corria para um precipício. Eu sei que de dentro do vagão que você estava dava a impressão de que interrompi uma grande viagem de chegar ao seu destino, mas eu conseguia ver o final. Apertei o freio antes de ser tarde demais.

São tantas metáforas para dizer que me apaixonei por outra pessoa. É que todos sabem que todo e qualquer sentimento envolvido é totalmente desvalorizado quando dizem "me apaixonei por outra pessoa". Eu sei o que você diria "Você é como uma vampira, suga todo o sangue e quando não tem mais nada você vai embora. E vai louca atrás daquele transe que um corpo intacto te trás" seria sua metáfora para dizer que eu sou vazia. Que não sei amar. Eu consigo ler entre as suas frases cortadas. Eu sei que te dói. Mas acredite, me dói absurdamente também. E talvez eu seja mesmo uma vampira. Mas em vez de sangue alheio eu precise me sentir viva. Coração acelerado. Arrepios arrebatadores. Respiração ofegante. E... Eu não sinto mais isso com você.

Eu, que já chorei um rio inteiro. Me afoguei nas minhas próprias lágrimas uma pancada de vezes. Não queria que achasse que não valeu a pena. Pelo menos isso, me odeie, me xingue, mas, por favor, nunca diga que não valeu a pena. Uma vez li que amor nunca acaba, que amor nasce e morre. Talvez seja verdade. Mas eu acredito piamente que sou diferente nesse quesito, pois guardo nosso amor, nosso insano e jovem amor, no meu coração e nas minhas memórias. E não acredito que ele morreu. O primeiro amor é inesquecível. Mas as vezes ele não se faz eterno.

Eu sinto muito, amor - eu sei que não tenho mais direito de te chamar assim, mas é força do hábito. Eu sinto muito mesmo. Mas é que com você eu senti uma das melhores sensações do mundo que é estar apaixonada. E acho que eu me viciei nisso. Meu coração não bate mais por você como deveria, e é horrível que ele bata descompassadamente por outro alguém. Eu vou subir em outro trem, você sabe que eu vou. Sempre fui o impulso em pessoa. Mas ainda assim, se disserem seu nome em qualquer lugar do mundo, em qualquer estação, em qualquer esquina, eu ainda vou fechar os olhos por alguns segundos e ter um flash do meu inesquecível primeiro amor. Porque viver é sentir. E com toda certeza o que sentimos um pelo outro valeu a pena. Só te peço isso, acredite que valeu a pena.  
♥ Theme por Débora Ferreira © 2013 • Powered by Blogger • Todos os direitos reservados • Melhor Visualizado no Google Chrome • Topo