Desde que o nosso amor se encontrou naquela noite de agosto. Eu tenho andado distraida por ai, tenho ouvido mais buzinas na rua. Por você já fui capaz até de queimar o meu miojo. Por você tenho pago bem mais na conta de agua, mas posso fazer o que? É tão bom cantar no chuveiro a nossa música favorita, ou aquela que me faz pensar em você, ou aquela que tocou na minha mente quando demos o nosso primeiro beijo, o repertório sobre você é grande. E eu me distraio fácil, amor. Me distraio fácil quando penso em você.
Fico pensando em todos os nossos quandos. Eu que sempre fui a garota do agora, não vivo mais de se, e sim de quandos. Quando a gente se casar. Quando nós tivermos nossos filhos. Quando ficarmos velhinhos ao lado do outro. Quando comemorarmos a nossas bodas de ouro. Qual o problema? Pra que tantas dúvidas, se eu nunca tive tanta certeza? Sem interrogação. Eu nunca tive tanta certeza. Quero margaridas no nosso casamento. Quero uma filha chamada Julieta. Quero jogar bingo ou jogos de roleta. Quero te ajudar a lembrar quando você esquecer, quero me enjoar de repetir todas nossas histórias daquele jeito performado, que eu começo e você termina.
E se? E se eu te amasse por toda minha vida e mais um pouquinho? E se? Seria muita loucura? Eu não ligo. Essa é a única hipótese que eu aceito para o nosso amor infinito.

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